Humberto da Cruz
Sobrevoar e jantar em Banguecoque
“Chegámos a Banguecoque com uma tarde de bom tempo. Como não nos era possível ir ver a cidade por terra, demos, sobre ela, três voltas, procurando julgar, embora superficialmente, do seu valor e beleza. Deve ser merecedora de uma visita. Os seus palácios e pagodes são duma riqueza e duma policromia surpreendentes. Aterrámos, desta vez sem hesitações, na pista de cimento. Já lá tínhamos amigos, que logo apareceram. Imediatamente tratámos do avião, fazendo o Lobato o indispensável com brevidade, porque era tarde, e o hangar ia ser fechado. Há, no aeródromo de banguecoque, medidas excepcionais de segurança.
(Recolha de textos por Miguel Castelo Branco)
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