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Higiene dos siameses numa revista portuguesa de 1858

“Os siameses passam três quartas partes da sua existência na água. O primeiro acto, apenas começam o dia, é entrar num banho. Pelas onze horas voltam a tomar outro e depois às três horas da tarde, e ainda outro ao pôr do Sol. É raro ver passar umas hora no dia em que os lugares apropriados aos banhistas não tenham os seus fregueses. As crianças andam sempre no rio, como na Europa brincam nas ruas. Vi uma mulher siamesa, sentada diante da sua porta, olhando com toda a indiferença para o filho, que mal sabia nadar e já andava divertido na água.
Uma vez, o nosso barco, construído na Inglaterra, encontrou uma barca tripulada por uma mulher e uma criança. Não sei como abalroá-mo-lo e fizemo-lo voltar. Foi grande a nossa aflição e preparavamo-nos já para nos lançar a nado em seu socorro quando os vimos reaparecer nadando cada um para seu lado dirigirem-se à barca, que flutuava a alguma distância. Entraram outra vez nela e afastaram-se tão sossegadamente como se tivessem de boa vontade tomado o banho a que os abrigámos.”

In: O Panorama: jornal litterario e instructivo. – Lisboa. – Vol. XV (Jan.-Dec. 1858), p. 272.

(Recolha de textos por Miguel Castelo Branco)

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